DERECHO AMBIENTAL POSITIVO COMO PROTECTOR DE PARADIGMAS TECNOLÓGICOS FALLIDOS

Autores

  • Jürgen Poesche aposentado

DOI:

https://doi.org/10.22171/rejunesp.v29i50.4841

Palavras-chave:

economia, diretiva 2003/87/CE, engenharia inventiva, Regulamento 2023/851/UE, Regulamento 2024/1787/uE, Rerum Novarum

Resumo

Qual é o papel do direito ambiental positivo na proteção de paradigmas tecnológicos fracassados? O paradigma tecnológico dominante falhou até agora porque levou a uma crise ambiental cada vez pior, o que demonstra que esse paradigma tecnológico dominante é irreconciliável com os fundamentos do sistema jurídico romano-germânico (e do sistema de common law) e das identidades ocidentais. As ideologias enraizadas na modernidade ocidental que encontram sua expressão, por exemplo, nas visões de Friedrich von Hayek e Karl Marx forneceram uma camuflagem para crimes e outras ilegalidades cometidas contra os fundamentos e identidades acima mencionados. O trabalho de Heinrich Pesch mostra que a economia pode existir sem tais crimes e outras ilegalidades. Libertar a engenharia e as ciências naturais das ideologias proporciona um ímpeto à inventividade e ao surgimento de um novo paradigma tecnológico dominante. Neste contexto, uma regulamentação que respeite os fundamentos e identidades acima mencionados pode desempenhar um papel construtivo. Algumas regras existentes, por exemplo a Diretiva 2003/87/CE, devem ser substituídas por proibições gerais, mas, por exemplo, os Regulamentos 2024/1787/UE e 2023/851/UE são menos problemáticos.

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Publicado

2026-02-02

Como Citar

POESCHE, J. DERECHO AMBIENTAL POSITIVO COMO PROTECTOR DE PARADIGMAS TECNOLÓGICOS FALLIDOS. Revista de Estudos Jurídicos da UNESP, Franca, v. 29, n. 50, p. 102–121, 2026. DOI: 10.22171/rejunesp.v29i50.4841. Disponível em: https://ojs.franca.unesp.br/index.php/estudosjuridicosunesp/article/view/4841. Acesso em: 3 fev. 2026.

Edição

Seção

Cidadania Social e Econômica e Sistemas Normativos