Ílion, a Pátria dos Ventos: O uso da Meteorologia e da Astronomia na Ilíada * Ilion, la Patrie des Vents: l'utilisation de la Meteorologie et l'Astronomie dans l'Iliade

RAFAEL VIRGILIO DE CARVALHO

Resumo


Na Grécia Antiga o céu era personificado como um dos deuses primordiais do panteão helênico. Como gerador de tudo o que existe, Urano (Céu) abrigava em seu bojo as forças naturais que indicavam a presença dos deuses e dos titãs. Nessa direção, a observação de seus objetos - os metéoroi - era de inestimável valor para a cultura homérica. Homero iluminou as ações dos heróis da Ilíada por meio de analogias com os objetos celestes, os quais mais tarde no século IV a.C. mobilizariam os olhares de Platão e de Aristóteles. Os meteóroi, "objetos naturais suspensos no ar", foram descritos pelo poeta através de certas funções narrativas da epopeia, estruturando assim uma protometeorologia homérica. O presente trabalho procura então levantar certos padrões expressivos encontrados durante a leitura da Ilíada e algumas considerações que os problematizam de modo a iluminar o entendimento sobre tema.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18223/hiscult.v2i3.1055

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