https://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/issue/feedEnsaios de História2026-03-17T00:00:00-03:00Profa. Dra. Marcia Pereiramarcia.pereira@unesp.brOpen Journal Systems<p><span style="font-weight: 400;">A revista Ensaios de História (ISSN: 1414-8854) é uma publicação eletrônica anual editada por discentes do Curso de História da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), membros do PET - História (Programa de Educação Tutorial), com sede na cidade de Franca, São Paulo, Brasil.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A </span><em><span style="font-weight: 400;">Ensaios de História</span></em><span style="font-weight: 400;">, atenta às pesquisas e ao debate acadêmico desenvolvido na área de História e em áreas afins, publica textos inéditos de autoria de graduandos, com o intuito de promover a produção discente, suscitar vocação para a pesquisa e valorizar o esforço de pesquisadores iniciantes. Além de artigos destinados à dossiês, a revista recebe contribuições em fluxo contínuo de artigos livres, entrevistas, resenhas e traduções.</span><span style="font-weight: 400;"><br /></span><span style="font-weight: 400;"><br /></span><span style="font-weight: 400;">Deseja submeter um texto para a revista? Confira a seção Sobre a Revista e o item Diretrizes para autores. 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O manual </span><em><span style="font-weight: 400;">Munitionibus Castrorum</span></em><span style="font-weight: 400;"> exemplifica isso, pois seu autor, ao escrever sobre como um acampamento militar deveria ser construído e organizado, não faz menção à presença de mulheres nesses espaços e, além disso, deixa claro que tais fortificações deveriam ser erguidas longe das populações locais. A cultura material — especialmente aquela encontrada no sítio arqueológico de Vindolanda — contrasta com as recomendações deste manual militar, uma vez que, por meio de tabuinhas, percebemos a presença recorrente de mulheres não apenas no entorno do forte, mas também em suas dependências internas. Esta pesquisa visa confrontar a noção idealizada de uma vida exclusivamente masculina nos </span><em><span style="font-weight: 400;">castra</span></em><span style="font-weight: 400;">, predominante na documentação escrita, com a presença feminina em Vindolanda, atestada pelas tabuinhas descobertas no sítio arqueológico da região.</span></p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5272Apresentação2026-02-01T16:47:36-03:00Marcia Pereira da Silvamarcia.pereira@unesp.br2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5273O ESTADO MODERNO E SUAS CONSTRUÇÕES NO MUNDO LUSO-BRASILEIRO2026-02-01T16:54:57-03:00Larissa Biato de Azevedolarissa.b.azevedo@usp.brRicardo Alexandre Ferreiraricardo.ferreira@unesp.br<p>Com o objetivo de trazer a pesquisadores iniciantes do campo da História e de outras áreas das humanidades as linhas gerais de um debate importante no âmbito da histografia contemporânea, o presente artigo aborda o problema da construção do Estado Moderno no mundo luso-brasileiro. Procura-se explorar o debate especializado na medida em que postula ter Portugal, no chamado Século das Luzes, contribuído com tal discussão, fundamentalmente, por meio da atuação de juristas como Pascoal de Melo Freire dos Reis (1738-1798), que buscou modernizar a legislação penal portuguesa, colocando a monarquia lusa e seus domínios não apenas em dia com os debates que surgiam em outras partes do Velho Continente, mas também em posição de adequar o que à época se apresentava com o moderno conceito de Estado.</p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/4957CLÉRIGOS CRISTÃOS-NOVOS: A EXCEÇÃO NA NORMA, A NORMA NA EXCEÇÃO (séc. XVII)2025-10-02T13:40:12-03:00Ygor Ytaillan Gomes de Almeidaytaillan.gomes@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O propósito deste artigo é analisar a inserção e posição de eclesiásticos apontados como cristãos-novos no corpo político, social e religioso no Mundo Português de Antigo Regime, sobretudo no período da Monarquia Hispânica, a despeito dos estatutos de </span><em><span style="font-weight: 400;">“pureza de sangue”</span></em><span style="font-weight: 400;"> – que restringiam indivíduos de origem cristã-nova a determinados cargos e ofícios, incluindo o clero. Com a finalidade de abordar o tema, a análise partirá de uma proposta de leitura embasada no conceito de excepcional normal, cunhado por Edoardo Grendi. Para tanto, utilizaremos documentos do Santo Ofício depositados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, assim como correspondências e determinações régias, fontes estas que não apenas exemplificam casos particulares, mas também revelam a complexidade da presença cristã-nova para além das normas discriminatórias.</span></p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5078TRÊS ALVARÁS PARA A FUNDAÇÃO DA POLÍCIA LUSO-BRASILEIRA2025-09-15T11:33:28-03:00Ana Beatriz Vendruscoloanaven04@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, são explorados os conteúdos de três alvarás relativos ao cargo de Intendente Geral da Polícia, tanto em Portugal, quanto no Brasil: o alvará de 25 de junho de 1760, que ordenou a criação do cargo de Intendente Geral da Polícia da Corte e do Reino em Portugal, o alvará de 15 de janeiro de 1780, que introduziu algumas mudanças no que tange o cargo referido, e, por fim, o alvará de 10 de maio de 1808, que criou o cargo de Intendente Geral da Polícia da Corte e do Estado do Brasil. Tais documentos legislativos designavam as muitas atribuições do Intendente, ao mesmo tempo em que manifestaram as então novas concepções de polícia e segurança existentes nos territórios luso e brasileiro. O trabalho busca relacionar os alvarás em questão, na medida em que os conteúdos dos alvarás de 1780 e de 1808 remetem ao mais antigo, de 1760, articulando as interpretações da bibliografia especializada sobre a polícia no período e espaço abordados. Com essa análise, será possível compreender as mudanças estruturais, sociais e de mentalidade mais expressivas que ocorreram na época em relação à polícia, além de observar como as estruturas de Portugal atravessaram o Atlântico e foram utilizadas no Brasil.</span></p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5035NARRATIVAS EM DISPUTA2025-09-16T16:13:37-03:00Paulo Henrique Dias de Souzapaulohenrique0421paulo@gmail.com<p>O artigo analisa a atuação política de Sebastião Gaspar d’Almeida Boto, figura emblemática e controversa da elite sergipana oitocentista, com foco no período entre 1838 a 1844, período em que esteve em destaque na política sergipana. A pesquisa centra-se em analisar como os periódicos da época, em especial <em>O Triunfo</em> e <em>Correio Sergipense,</em> exerceram papel crucial na construção de sua imagem pública, criticando duramente sua gestão e qualificando-a como ineficiente. A análise baseia-se em fontes primárias, como documentos do Fundo do Governo disponíveis no Arquivo Público de Sergipe e jornais oitocentistas disponíveis no site da Biblioteca Nacional. O artigo adota uma abordagem tratando a imprensa como artefato histórico e agente de disputas simbólicas (de Luca (2008). A trajetória de Boto é compreendida à luz da lógica de poder e das estratégias de reprodução das elites no contexto do Estado imperial brasileiro, conforme discutido por autores como Carvalho (2008) e Dolhnikoff (2005), que examinam o papel das elites provinciais na articulação entre poder local e centralização estatal. Portanto, a análise da trajetória de Boto evidencia as complexas relações entre política, prestígio social e disputas de poder na província de Sergipe durante o século XIX, envolta em polêmicas e marcada por críticas de parte da sociedade e da imprensa.</p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5070O PROJETO NACIONAL: 2025-09-22T20:50:49-03:00Samara Vitória Viannasamara.vianna@unesp.br<p>Em 1810, os sócios do IHGB decidem lançar um concurso aberto aos historiadores para que criassem uma proposta de como deveria ser escrita a história do Brasil. É escolhida a dissertação do naturalista Dr. Karl Friederich Philipp Von Martius, que defendeu a produção histórica do Brasil pelo indígena, o português e o negro. Porém, sua tese acabou por privilegiar o estudo do indígena e do português, enquanto o negro foi deixado de lado nas pesquisas. Trata-se de um contexto em que a identidade nacional precisava ser promovida para assegurar a consolidação do Estado e as pressões para o fim do tráfico internacional de escravos rondavam a alta sociedade escravista. Partindo dessas ponderações, e do estudo da bibliografia especializada, o presente texto tem o intuito de mapear e analisar algumas das considerações sobre os africanos realizadas por membros das elites letradas do Brasil do Segundo Reinado, com o objetivo de contribuir com as reflexões já produzidas sobre o tema.</p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5066CONSTITUIÇÃO E ESPADAS2025-09-30T16:09:50-03:00Ygor Demicianoygordemiciano@gmail.comLívia Micaela Perin da Rochalmicaelaperindarocha@gmail.com<p><strong>Resumo:</strong> O presente artigo examina o papel da justiça como um instrumento de repressão política durante a República da Espada (1889-1894), período marcado por uma ditadura militar no Brasil. A pesquisa apresenta como a Constituição Federal de 1891 e outros dispositivos legais foram mobilizados na repressão de membros da oposição ao regime ditatorial e para justificar os atos autoritários do Regime. A partir da análise de fontes primarias, como os decretos e decisões judiciais, além da Constituição Federal de 1891 e o discurso com historiografia recente, busca-se compreender quais dispositivos e como eles foram utilizados para dar legalidade aos atos do Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), primeiro Presidente da República e do Marechal Floriano Peixoto (1839-1895), segundo Presidente da República. O artigo contribui para a discussão e análise sobre a construção da República no Brasil e a relação entre militarismo, autoritarismo e direito no Brasil do final do Século XIX.</p> <p> </p> <p><strong>Abstract: </strong>The following article examines the role of justice as an instrument of political repression during the Republic of the Sword (1889-1894), a period marked by a military dictatorship in Brazil. The research presents how the 1891 Federal Constitution and other legal provisions were used to suppress opposition to the regime and to justify authoritarian actions. Based on the analysis of primary sources, such as decrees and judicial decisions, as well the 1891 Federal Constitution and recent historiographical discourse, the article seeks to understand which legal provisions and how they were used to legitimates the actions of Marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), the first President of Brazil and Marechal Floriano Peixoto (1839-1895), the second President of Brazil. The article contributes to the discussion and analysis of the construction of the Republic in Brazil and the relations between militarism, authoritarianism and law on Brazil at the end years of the XIX Century.</p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5077ASPECTOS JURÍDICOS E POLÍTICOS DA RÚSSIA PRÉ-REVOLUCIONÁRIA2025-09-30T15:36:21-03:00Leticia Akemi Turutaakemi.turuta@unesp.br<p style="margin: 0cm; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif;">Durante os séculos XVII e XIX na Europa Ocidental a formação dos Estados Modernos era caracterizada pela limitação do poder dos monarcas, fortalecendo, assim, a construção do Estado de direito. Entretanto, a trajetória do Estado moderno russo apresenta singularidades quanto a sua constituição e trajetória social e política, visto que no império russo identificamos a autocracia dos czares, a continuidade da servidão entre os camponeses e um sistema jurídico que estava sob a influência direta da autoridade absoluta do soberano. Dessa forma, este artigo examina como o desenvolvimento do Estado russo foram moldados pelas estruturas jurídico-administrativas, e como elas, simultaneamente, representaram um obstáculo à sua modernização política, posteriormente contribuindo para o aumento das tensões sociais e políticas que auxiliaram a criar um contexto propicio a eclosão da Revolução de 1917.</span></p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5076HISTÓRIA DA SEGREGAÇÃO RACIAL NORTE AMERICANA E O PAPEL DA SUPREMA CORTE DOS ESTADOS UNIDOS 2025-09-30T15:41:22-03:00Lais Veronezlc.veronez@unesp.br<p>Este artigo analisa, historicamente, aspectos da segregação racial norte-americana e o papel do Poder Judiciário nos debates que permitiram e posteriormente combateram o racismo, com mais ou menos sucesso. O papel do judiciário é investigado por meio de casos que chegaram à Suprema Corte dos EUA, cujas decisões refletiram as concepções sociais, mas também impactaram fortemente a legislação e o comportamento social norte-americano.</p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5055LIMITES DA BNCC: 2025-10-01T14:47:18-03:00Talyssa Soarestalyssa.soares@unesp.br<p><span style="font-weight: 400;">A promulgação da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História da África e da Cultura Afro-Brasileira nas escolas, impactou diretamente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com a introdução de conteúdos sobre África e, em especial, sobre a diáspora africana, mesmo que, muitas vezes, a partir de uma abordagem reducionista. Embora a história da África seja composta por complexos e ricos acontecimentos, a escravidão atlântica apresenta-se como um capítulo incontornável no contexto brasileiro, que impacta ainda hoje a vida de milhões de descendentes de africanos. Para vencer os fatores limitantes da BNCC, o presente artigo propõe a utilização direta de fontes de época no ensino básico, mas visando deslocar o foco exclusivo da escravidão como destino e enfatizando práticas sociais, resistências e saberes.</span></p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/4980SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE2025-12-18T13:09:57-03:00Lucas de Jesus Pereiralucas.dpereira@sou.unaerp.edu.br<p>Este texto analisa os desdobramentos do período colonial de São Tomé e Príncipe após a independência do país, em 1975. Sob o regime do Movimento de Libertação de São Tomé e Principe, buscou-se consolidar o papel estatal na reestruturação das relações de trabalho que garantiriam a civilização à nova nação. Assim, baseando-se em pesquisa de gabinete e revisão bibliográfica, o artigo aponta em que medida as políticas ditas civilizatórias implementadas foram de fato inovadoras e “revolucionárias” se comparadas às vivências do período colonial.</p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5084A REVISTA LES GRIOTS (1938-1940) E SEU PROGRAMA POLÍTICO PARA O HAITI PÓS-OCUPAÇÃO2025-09-30T18:33:41-03:00Gabriel Alves de Amorimga.amorim@unesp.br<p>O artigo busca analisar o programa político disposto de maneira velada ou explícita na revista <em>Les Griots</em>, publicada no Haiti de 1938 a 1940, que buscava ser uma continuação das ideias do indigenismo depois do fim da ocupação estadunidense. Buscamos assim entender se, apesar da apoliticidade que os autores alegam agir no programa da revista, há interesses ocultos, ou mesmo, se de forma não intencional, eles criam um programa político que vai permitir mudanças profundas na sociedade e na política haitiana a partir do noirismo, movimento ideológico que vai continuar as ideias da revista. Para isso, é apresentado um contexto histórico sobre o país até os anos em que a revista é publicada, e posteriormente, artigos específicos da revista são analisados para buscar realizar o objetivo proposto.</p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/4868MULHERES NA GUERRA DO PARAGUAI 2025-06-30T20:44:17-03:00Keila Cristina Borges Trombelakeila.trombela@unesp.brCamila Alves Ávilac.avila@unesp.br<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo tem como objetivo elaborar um estudo sobre a Guerra do Paraguai (1864-1870), que envolveu Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai em suas disputas políticas e territoriais. A perspectiva difundida até os dias atuais, trouxe à tona o protagonismo masculino, que fora reforçado também pela historiografia vigente. Houve então a presença de mulheres no conflito, mas que não obteve o mesmo tratamento e preeminência que a dos homens. Sendo assim, mesmo com uma participação feminina significativa, ela foi omitida e, por meio de novas interpretações e do uso da literatura, busca-se elucidar esse lado que ainda permanece desmemoriado, mesmo com o avanço nos estudos da temática em si.</span></p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de Históriahttps://ojs.franca.unesp.br/index.php/ensaiosdehistoria/article/view/5082DOCENTES HOMENS:2025-11-03T17:52:03-03:00Vinicius Benites de Souzavinnidemaria19@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa vídeos de professores homens na Educação Infantil publicados na plataforma digital TikTok, com foco em relatos de preconceito ligados a questões de gênero. Esse estudo teve por objetivo compreender de que forma professores homens que atuam na Educação Infantil compartilham suas vivências e percepções por meio de vídeos publicados no TikTok, sobretudo no que se refere às questões de gênero e ao preconceito que enfrentam no exercício da docência. A pesquisa, de natureza qualitativa, foi realizada por meio da análise de alguns conteúdos publicados por docentes de Educação Infantil, do gênero masculino, entre 2022 e 2025, em seus perfis públicos no TikTok. Após a análise de vídeos selecionados, os resultados evidenciam que professores homens que atuam com crianças pequenas enfrentam constantes julgamentos, desconfiança das famílias e resistência social, mesmo ao exercerem seu trabalho com afeto e responsabilidade. As experiências revelam o peso dos estereótipos e a urgência de promover debates sobre masculinidades e respeito à diversidade na formação docente e nas instituições de ensino.</span><strong><br></strong></p>2026-03-17T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ensaios de História