O ESPAÇO REDUCIONAL ENTRE O IDEALIZADO E O REALIZADO

condições de mobilidade indígena nas reduções jesuíticas do Rio da Prata (1609-1641)

Autores

  • Leandro Ferraz Universidade Federal de São Paulo

Palavras-chave:

Espaço, Reduções jesuíticas, Rio da Prata

Resumo

Tendo em vista a importância do controle do espaço previsto no modelo reducional desenvolvido por jesuítas como José de Acosta, este artigo busca discutir as condições de mobilidade nas reduções jesuíticas do Rio da Prata, entre os anos de 1609 e 1641. Sendo um desdobramento de uma pesquisa sobre trabalho indígena e produção nas reduções jesuíticas do Guairá, teve como fontes principais Cartas Ânuas transcritas por Leonhardt e Ernesto Maeder, as obras de Jaime Cortesão sobre o Guairá, o Tape e o Itatim, e a de Carlos Jensen sobre o Guairá, assim como a Conquista Espiritual, de Montoya. Foi identificado que a maioria dos indígenas reduzidos ficavam fora do ambiente reducional por alguns anos, cuidando de roçados antigos. Episódios de baixa produção agrícola, de doenças e de incursões dos bandeirantes incentivavam evasões temporárias e permanentes, enquanto a encomienda implicava em saídas temporárias para os indígenas de Loreto e San Ignacio. De uma forma geral, conclui-se que os objetivos de controle do espaço reducional foram inviabilizados pelo conjunto de fatores externos e internos presentes neste período.

Biografia do Autor

Leandro Ferraz, Universidade Federal de São Paulo

Nome: Leandro de Aragão Ferraz

Instituição: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) 

Bolsista FAPESP (processo nº 2024/10935-1)

E-mail: leandro.ferraz@unifesp.br

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Publicado

2026-03-17