PROSTITUIÇÃO FEMININA: NOTAS SOBRE RELAÇÕES SOCIAIS DE GÊNERO

André Ramos Carloni, Helen Barbosa Raiz Engler

Resumo


Este trabalho foi extraído da pesquisa de doutorado em Serviço Social do autor, onde se estuda as construções identitárias das prostitutas femininas com a transversalidade das relações sociais de gênero. Desta forma, tem-se que a prostituição, que pode ser entendida como o ato de entrega do corpo e do sexo a outrem em troca de dinheiro, e, deste modo, torna-se um “trabalho”, mesmo que não reconhecido oficialmente no Brasil, mas que muitos lutam para que o seja. Pode-se dizer a prostituição é algo que instiga a muitos, que é condenada por diversas pessoas mas também pode-se afirmar que é objeto de procura de vários. Dentro deste cenário, vê-se que a prostituição feminina constitui um grande negócio, tanto no sentido de amplitude, quanto no sentido de  movimentação financeira. E é por meio desta “profissão” que pode-se perceber algumas representações sociais de mulheres e suas características de identidades, lembrando que, as construções identitárias se fazem em um determinado tempo e espaço. Desta forma, objetivou-se averiguar como se dá a conformação dos processos de formação da identidade frente à notória desigualdade de gêneros no cenário da prostituição feminina, dentre as diversas
capitais dos Estados brasileiros no atual momento (2015/16). Para tanto, aprofundou-se em uma extensa pesquisa bibliográfica que abordou desde livros até artigos recentes e atualizados, filmes e reportagens onlines, visando a uma abordagem qualitativa. Assim, dentro de uma análise do método dialético, conseguiu-se reunir dados que subsidiaram ponderações acerca das  formatações das identidades de mulheres na prostituição.


Palavras-chave


relações sociais de gênero. prostituição feminina. identidades.

Texto completo:

PDF


eISSN: 2176-0896

Locations of visitors to this page